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Aumento da carne deixa consumidor sem o famoso churrasco do final de semana

15 de outubro

 

O churrasco dos fins de semana diminuiu cada vez mais. Além disso, carne na mesa todos os dias já está fazendo parte do passado. É que cada vez que o consumidor vai às compras, o susto com os preços da carne é cada vez maior. Alia-se a esse motivo, a descapitalização do trabalhador provocada pela alta da inflação.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a carne aumentou mais de 4,5% em setembro e “pressionou a inflação oficial do país. E a prévia do índice para outubro mostra que o produto continuou subindo. Assim, a previsão de alta é de quase 5%. Conforme o professor de Medicina Veterinária da Faculdade Guarapuava, Robson Ueno, alguns fatores contribuem para essa alta.

Primeiro, a pecuária do Brasil é cíclica e cada ciclo dura em torno de cinco a seis anos. Conforme Ueno, que também é coordenador de projetos na Cooperaliança, na fase de baixa do “ciclo, existe grande oferta de animais para o abate. E se tem muitos animais, o preço diminui e os produtores se desestimulam. Com isso, abatem as vacas, chamadas de matrizes.

Portanto, sem matrizes, faltarão rapidamente animais para o abate. Com menor oferta, o preço aumenta cada vez mais. No cenário atual, estamos vivendo uma escassez de animais para o abate, o que explica, em partes o aumento.

Para se ter uma ideia, segundo o professor, em 2016 quando os preços estavam baixos, o brasileiro chegou a consumir 43 quilos de carne por habitante/ano. A perspectiva em 2021, na alta dos preços, é de que este consumo seja de aproximadamente 25 quilos de carne por habitante/ano. Ueno é professor de Bovinocultura de Corte e Nutrição de Ruminantes na FG e Doutor em Zootecnia.

 

“OFERTA X EXPORTAÇÃO”,

No entanto, mesmo com a redução do consumo, os preços têm se sustentado altos. Isso porque a oferta tem se regulado pela exportação. Com a valorização do dólar, outros países tem tido forte interesse em importar a carne brasileira. O Brasil exportou, de janeiro a setembro, 10% a mais em volume de carnes do que no mesmo período de 2019.

E um dos grandes compradores é a China que vem exportando muita carne brasileira desde o fim do ano passado. E isso diminui a oferta de carne no mercado brasileiro, favorecendo o aumento de preço. Todavia, segundo Ueno, recentemente, vivenciamos um problema sanitário. Trata-se do caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina, conhecido como doença da vaca louca.

De acordo com o professor, esse fato levou a China a restringir as importações de carne. Vale ressaltar que este é o principal país importador da carne bovina brasileira. Portanto, nos últimos 30 dias, estamos vivenciando um aumento de oferta de carne no mercado interno, que está “ocasionando a redução dos preços.

O Brasil ainda depende da China. Se este país voltar a importar, os preços tendem a se manter em patamares altos. Caso isso não ocorra, a tendência é que os preços diminuam nas gôndolas dos supermercados.

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