FACULDADE GUARAPUAVA PROMOVE SEMINÁRIO REGIONAL SOBRE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

terça-feira, 7 de maio de 2019


Evento ocorre durante Semana Acadêmica e quer incentivar mais ações que atendam as necessidades das pessoas com algum tipo de deficiência. Inscrições vão até 15 de maio pelo site da faculdade.

No dia 16 de maio, quinta-feira, a unidade do Vale do Jordão sedia o Simpósio Regional sobre Acessibilidade e Inclusão. Podem participar profissionais, acadêmicos, pessoas da comunidade e de outras cidades. O objetivo é promover debates, ideias e atitudes que aumentem a inclusão social.
"A inclusão é um tema de relevância mundial que vem de um processo de amadurecimento da sociedade ao refutar preconceitos e melhorar o trato com aquele que era considerado diferente e era excluído da vida social. A informação é um meio fundamental para promover o desenvolvimento de politicas públicas que combatam o preconceito e a desigualdade de tratamento", explica Leonardo de Mattos Leão, Diretor da Faculdade.
A abertura do evento ficará por conta dos alunos da APADEVI (Associação de pais e amigos dos deficientes visuais) que vão apresentar uma peça de teatro, todos os atores são cegos ou com baixa visão. A experiência pretende levar a uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia. Américo Prado de Ramos, presidente de associação, conta que atualmente a Apadevi atende 180 alunos. "A maioria dos associados sofre com a pouca autonomia de locomoção pela cidade, não por causa da deficiência visual, mas pela falta de informação e de acesso a maioria dos locais, inclusive falta sinalização nas vias e espaços públicos", diz.
Outra atividade programada é a palestra com a Engenheira Civil Célia Neto Pereira Rosa do CREA-PR. Ela falará sobre os problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência devido à falta de acessibilidade, apesar de ser um direito de todos. "Além de atender as necessidades da pessoa com deficiência, as adaptações trazem conforto para a sociedade, pois a população brasileira tem um número cada vez maior de idosos e eles devem ter facilidade de locomoção e acesso aos locais", declara. A Engenheira enfatiza que a sociedade ainda precisa ampliar as ações de inclusão. "Um exemplo prático é em relação às calçadas que devem ser feitas de acordo com as normas, gerando uma responsabilidade daquele que vai fazer a obra", afirma.
O Simpósio também terá uma mesa redonda envolvendo profissionais das áreas do Direito, Engenharias e Arquitetura. Já os acadêmicos de Administração, Ciências Contábeis, Agronomia e Medicina Veterinária vão ter palestras direcionadas.
Uma delas vai ser sobre os benefícios da Equoterapia na recuperação da mobilidade. A médica veterinária Dra. Tatiana Bischof Chicalski contará sua experiência profissional e pessoal com essa técnica.
No sagoão serão apresentados esportes praticados por pessoas com deficiência. O evento contará também com espaço multidisciplinar onde serão expostos equipamentos tecnológicos e desenvolvidas atividades com alunos de Administração que estudam LIBRAS.

Segundo o Dr. Leonardo, a Faculdade tem a responsabilidade de difundir projetos de inclusão e formas de acabar com o preconceito auxiliando a comunidade a se desenvolver e ampliar o atendimento a pessoa com deficiência. "O simpósio regional quer atingir o maior número de pessoas promovendo o debate de forma clara, envolvendo temas que fazem parte do cotidiano de todos", afirma.

INSCRIÇÕES
As inscrições são de graça e devem ser feitas de 6 a 15 de maio pelo site da faculdade:
www.faculdadeguarapuava.edu.br.
Toda comunidade pode participar. Confira a programação completa no final do texto.

 

FACULDADE GUARAPUAVA E A ACESSIBILIDADE


Há vários anos a estrutura da FG está adaptada para facilitar o acesso de pessoas com deficiência. Para os cegos, existe o piso guia que direciona a todos os setores. O relevo e as cores são diversos do piso adjacente, o que permite a percepção de quem tem baixa visão e possibilita o contato dos pés e mãos ou bengalas dos cegos. Por todo o prédio também foram colocadas placas de sinalização em Braile e mapas táteis que permitem a percepção da direção e o espaço do local (o usuário fixa na memória para facilitar o deslocamento). Rampas de acesso, corrimãos e um elevador permitem a locomoção de quem tem alguma dificuldade de andar ou seja cadeirante.
Além de oferecer uma professora intérprete de LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, para alunos surdos que necessitam de atendimento, a faculdade incentiva outros acadêmicos dos cursos de Administração, Recursos Humanos e Direito a aprender essa língua, inserindo-os no contexto social dos surdos. Os cursos oferecem disciplinas optativas que ensinam o básico dessa língua e promovem a reflexão sobre a inclusão.
A professora da disciplina Martha Gomes explica que, além do ensino da LIBRAS em sala de aula, são promovidas discussões sobre os papéis das organizações, as mudanças políticas, econômicas. e sociais. Ela afirma que são reflexões necessárias para se alcançar uma sociedade mais inclusiva.
“A acessibilidade é um dos caminhos para promover a inclusão. O tema acessibilidade, a partir de 1999, passou a fazer parte das discussões entre educadores, órgãos educacionais e sociedade em geral. A oferta e a procura de cursos de especialização, atualização, aperfeiçoamento por parte dos professores, visando à busca de caminhos alternativos para sensibilizar os profissionais a compreenderem os alunos”, complementa.
Já o Curso de Engenharia Civil tem a disciplina de Projetos de Engenharia I - Acessibilidade para deficientes físicos. Rafaella Salvador Paulino é a professora responsável pela matéria e conta que os acadêmicos estudam a aplicação de todas as recomendações de acessibilidade para pessoas com deficiência de acordo com a norma NBR 9050, tanto para edificações, quanto para o ambiente urbano. "No primeiro semestre deste ano, por exemplo, nós desenvolvemos a implantação da acessibilidade em um projeto arquitetônico de uma agência bancária. E no segundo, os alunos devem escolher um local (shopping, hospital, escolas) para avaliar as condições implantadas de acessibilidade, se estão dentro dos parâmetros normativos. O objetivo é fazer sugestões de melhorias para alterar aquilo que não está de acordo com a legislação", afirma. Ela diz que os engenheiros formados pela Faculdade Guarapuava saem plenamente conscientes das necessidades de adaptação das obras que garantam a acessibilidade e capacitados para fazê-las. "O plano diretor dos municípios estipula a obrigatoriedade dos meios de acessibilidade em novas obras. Para aprovação, o projeto precisa estar adequado às normas, o que é um avanço social”, finaliza.

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