Alunos de Agronomia da FG participam de atividades práticas na Fazenda Escola já no início do curso

segunda-feira, 25 de março de 2019

Área experimental está sendo preparada e servirá para o plantio de trigo


Com as mãos na terra, cortadeiras e enxadas ou aprendendo como regular uma máquina de alta tecnologia. Essa tem sido a rotina dos acadêmicos do Curso de Agronomia que participam das aulas práticas na Fazenda Escola.
Os veteranos estão no 3º período, mas já acumulam diversas experiências no campo. A primeira turma teve contato com a cultura da batata, do feijão, cereais de inverno, cana-de-açúcar em visita a uma propriedade da região, além de outros tipos de lavoura, desde que começaram as aulas.
 
O acadêmico Andrey Marcelo Kutzmy afirma que essa dinâmica tem facilitado o aprendizado e motivado a estudar mais: “estamos sempre em busca de conhecimento, não importa o dia, se o tempo está bom ou chovendo, queremos aprender mais. A parte teórica você vê em sala, mas a prática é fundamental para ser um profissional preparado”.
 
Na Fazenda Escola as aulas práticas ocorrem aos domingos. Agora, chegou o momento de estudar Gênese e Morfologia de Solo, o local é parte de uma área onde vão ser feitos experimentos. O trabalho começou com os futuros agrônomos fazendo a trincheira (um buraco com cerca dois metros de largura e quase três de profundidade) que permite analisar as diversas camadas que compõe o solo.
De acordo com o professor da disciplina, Eloi Bareta Junior, o intuito de ter uma área experimental é trazer o cotidiano do Engenheiro Agrônomo mais perto dos alunos. “Na primeira aula, o objetivo é analisar a gênese e morfologia, tanto a cor, consistência, pegajosidade, estrutura, além de fazer a delimitação da área experimental, análise de solo, montagem de um croqui, para se saber qual o potencial do solo, que tipo de correção e adubação são necessárias”. Essa atividade vem de encontro a necessidade de inúmeras empresas agrícolas que valorizam a pesquisa científica e buscam profissionais que saibam fazer experimentos. 
Na área preparada pelos alunos será plantado trigo, uma cultura de grande destaque na região. “Vão ser usadas diferentes doses de adubação para saber qual é a relação com a qualidade do grão”, complementa o Agrônomo.
O coordenador do curso, Luciano Visintin, diz que os acadêmicos vão sair prontos para corresponder as expectativas do mercado, “a área de experimentação agrícola é muito cobrada quando o acadêmico sai da faculdade, qual a forma correta de fazer; ele tem que montar ensaios e saber como mostrar os resultados adequados”, enfatiza.


Melhorando a região
 
Esse conhecimento não serve apenas para melhorar o currículo, é também compartilhado com a comunidade. No final do ano passado, os acadêmicos participaram de um curso sobre hortas verticais para casas e apartamentos, puderam falar sobre o que estudaram e ensinaram cerca de 70 pessoas a plantar diversos tipos de vegetais em vasos, bem como a preparar a terra e combater as pragas mais comuns com inseticidas naturais.

 
A estrutura da Fazenda Escola também chama atenção de alunos e visitantes. Além da área de 100 hectares, um maquinário moderno também está disponível para uso e ensino, sendo composto por colheitadeira, trator, grade, arado, arado aiveca (serve para demostrar como era feito o plantio convencional), plantadeiras de inverno e verão, além de pulverizador.  Os acadêmicos aprendem a regular os implementos para o uso no dia a
dia.  Graças a isso, em breve será ofertado para agricultores e funcionários das fazendas um curso de regulagem de plantadeira e pulverizador sem a necessidade de se tirar as máquinas do galpão das propriedades.
 
 
 
Novos investimentos
 
Os investimentos na estrutura do Curso de Agronomia continuam sendo feitos para ampliar e melhorar o ensino. No momento, as prioridades são o laboratório de solos e de fitopatologia, a estação meteorológica que vai ser instalada no distrito do Guará, e a estufa já construída na sede da Faculdade no Jordão que possibilitará os ensaios de sementes e estudo de suas patologias, além da análise química de solos.
 
O acadêmico Guilherme Jaeger recém chegou transferido de outra faculdade e se surpreendeu com a dinâmica do curso: “a prática ajuda muito o aluno a se desenvolver, ver as diferenças entre a teoria e a realidade. Fazer as atividades dá um ânimo maior para estudar, você acumula conhecimentos de várias áreas que podem ser vistos e rediscutidos nas disciplinas em sala de aula”, atesta.
No curso de Agronomia da FG, cada aluno é levado a entender o agronegócio de maneira global e local, como é a produção agrícola da região e o potencial de desenvolvimento da agricultura, seja em pequenas ou grandes propriedades. É um curso dinâmico e moderno que prepara os acadêmicos para grandes mudanças que vão ocorrer nos próximos anos. Dessa forma, cada aluno se torna protagonista e faz parte desse processo de transformação. “Aqui o aluno participa, não é um mero expectador”, finaliza o prof. Luciano.

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